Quando o Amor não Vem


Por que não encontro o amor da minha vida? Mas será que preciso de um?

Em outra oportunidade escrevi que os carentes não precisam de amor. Em outro texto, Entre Tapas e Beijos, que é um texto-base da entrevista que concedi à TV Brasil, abordei relações que só convivem entre tapas e beijos. Por hora nos deteremos aos solitários do amor.

 Algumas pessoas parecem tem uma habilidade incrível para estarem sozinhas. Meses, anos, décadas. E nunca encontram um parceiro que julgam ideal. Chegam até a se deprimir com a solidão. Algumas encontram parceiros, mas os rechaçam por algum ou outro motivo por não passar no crivo.

O que está acontecendo com os homens? Dizem elas. E eles dizem: não há mulher séria mais? Que isso? Que frases são essas sem nexo? Como esses dois grupos que reclamam não se encontram?

O que impede esse encontro de amantes? Acabou a paixão neste século de liberação sexual? Pode ser que sim. Na época da repressão sexual poderia haver mais fatores que potencializavam o enamoramento, ou o casamento forçado por conveniência, mesmo sem amor, proporcionava uniões estáveis duradouras, pois se separara não estava na ordem do dia da sociedade do século XX.

Aliás, o sonho da mulher do século XX era ser dona-de-casa. Sim! Isso mesmo, por incrível que pareça, para algumas mulheres, essa ideia era fixa e até deprimia quem não conseguia se casar. Ou seja, tudo era direcionado para o encontro de um parceiro e para o casamento. Essa era a rota única para conferir processos de identidade.

Será que a mulher do século XXI é mais sonhadora e idealizadora e o homem deste século é mais mulherengo? Estamos mais intolerantes às imperfeições do outro? Estamos idealizando? Sonhando com o cavaleiro no cavalo branco? Querendo a mulher perfeita dona de casa, trabalhadora, que paga suas contas e que sabe amar direito? O incrível é que os solitários respondem não a essa pergunta e ainda estão solteiros mesmo assim.

/ “Que minha solidão me sirva de companhia. Que eu tenha a coragem de me enfrentar.  
Que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.”
 Clarice Lispector In Um Sopro de Vida


Acontece que com a liberalização da sociedade antes repressora e com a ampla liberdade escolha, estamos mais temerosos de amar. Porque se livres somos, livres escolhemos quem quisermos para amar e ou terminar de amar a qualquer hora. Somos intensos e nos protegemos contra essa intensidade através da cautela. Melhor só do que mal acompanhado, dizem.

Numa sociedade onde família era tudo, a pressão para manterem-se juntos cimentava o casamento e a união para torná-la estável. Hoje, uma outra mentalidade social atravessa o modo de ser atual. A carreira, os estudos, o trabalho parecem ter mais importância do que a vocação para ser sustentador de uma família ou dona-de-casa.

O eixo de direcionamento dos esforços mudou. E o que isso tem a ver? Torna o crivo da seleção possível e as pessoas se tornam mais solitárias. Alias, o tempo da família e da relação consomem o tempo produtivo. É melhor ser um do que dois, ou um que carrega o segundo nas costas. Isso explica tudo? Não sou simplório. Os fenômenos sociais como o da solidão em massa precisam de análises psicossociais mais aprofundadas e conseqüentes.  

Muitos buscam o apaixonar-se, o clima, o inesperado, a química perfeita que nunca vem. Mas estão sempre fechados para o novo, sem abertura para as possibilidades e sem olhos para novas oportunidades. Para apaixonar-se, é preciso posicionar-se como um psicanalista: sempre à espera do inesperado, da surpresa. Para isso, só desprovido de preconceitos e de previsões limitantes da vivencia emocional. Livre-se disso tudo.


Há três tipos básicos de solitários do amor:

1.     Os desafortunados. Esses são marcados pela ausência de oportunidade. Esses são inábeis em criar a oportunidade e quando aparece não se dão conta. A ausência de oportunidade não é um infortúnio à mercê do tempo que falta, mas pode ser uma falta de oportunidade realmente criada, seja por temor, seja por trauma com relacionamentos anteriores, seja por autopunição (acredite, isso existe), etc. Esses desafortunados podem ter pouca habilidade social e ter uma personalidade cinza, pouco interessantes e chatos ou portarem algum transtorno antissocial leve, moderado ou grave.

2.     Os prioritários. Esses são marcados pela prioridade que estabelecem. Esses têm oportunidade e poder de escolha, mas preferem outras coisas e não sofrem pela falta do amor que não aparece. Encontra na ocupação uma forma de ser que preenche sua vida por completo. Pode sentir falta de um parceiro, mas só se tiver recalcado no inconsciente.  Os solitários por prioridade são muitos e se subdividem. Podem valorizar o trabalho, o cuidado com a família de origem, uma fantasia de amar e não se apegar, etc. Os prioritários podem ser ainda aqueles que se mantêm sós seja por defesa contra frustrações, ou por vingança oculta contra traições, ou por proteção fantasiosa contra o relacionamento dos pais que era conflituoso, etc.

3.     Os deprimidos sonhadores. Esses têm oportunidade e podem ou não ter alguma prioridade, mas não estão sozinhos por escolha. Podem ainda estar sós por motivo de ocupação, mas ainda reclamam a falta de oportunidade e podem ser sonhadores exigentes-idealizadores-temerosos. Esses são marcados pela impossibilidade de amar, pelo menos tal como sonham inconscientemente e não sabem. Podem ser ainda deprimidos por autoestima baixa, o que proporciona repulsa nos candidatos ou falta de atração. Podem ainda ser os que mantêm fidelidade a um amor platônico, ou serem exigentes ao extremo, seja por utopia ou autoproteção.

/ “As paixões ensinaram a razão aos homens.”
Shakespeare

Pense nisso caso a solidão te incomode:

A.    Onde você está procurando?
B.    O que anda priorizando?
C.    O que anda valorizando?
D.    O que você está esperando?
E.    Quem você é e como pode aperfeiçoar-se?
F.    O que você atrai com suas mensagens indiretas pelo comportamento?
G.   O que em você repele as pessoas?



/ “Nós nunca somos tão desamparadamente infelizes como quando perdemos um amor.”
Sigmund Freud



Para complementar esse ciclo de leitura sobre temática amor, vale a pena da ruma lida em Quando o Amor Esfria, um texto onde pretendo sem pretensões explicar o esfriamento afetivo de alguns casais.



Gostaria que você participasse pelos comentários respondendo a alguma dessas perguntas:

A.    Por que ficar solitário é bom?
B.    Por que você está solitário?
C.    O que falta para ter um parceiro?
D.    Porque é difícil ter um parceiro sério nesses dias?



14 comentários :

  1. Pq uma pessoa tem que 'jogar' em cima de outra a propria historia, a direção da vida, os proprios caminhos ? Pq tem que ficar ? Pq tem que rir para fotos ? Pode ter sido intensional, ou até mesmo que tenha me provocado uma manifestação. Não consigo ver a vida assim. Utilizo a racionalidade para me manter com passos no meu caminho. Não justo que um 'obelisco' entulhe uma sala arrumadinha. Tem tempo para tudo, e existem pessoas que simplesmente gostam de mais de si mesmas e não querem se perder numa 'aculturada' chance alienação de si mesma. Estamos numa era onde a mulher ainda se percebe, acredito que estamos numa fase ' dark' da adolescência. Rainha de espadas. O que ser maduro ? O que ser responsável ? Vc concorda com desvio de função. É perda de tempo, de alma, de coração. Achei bem interessantes algumas partes de seu textos outras contundentes a ponto de mesmo de provocar. O tantra diz ao chegarmos aos 30 anos é 'autorizado' um 'salto de consciência ' um Upgrade para encararmos o real caos do mundo das ilusões. Muda o foco e os dentes que foram de leite, começam a cair...
    Nossa intenção e o mergulho positivo de narciso, em busca de si mesmo através da própria imagem. Perceba, Marcelo : Própria imagem e semelhança... Deus. Narciso morreu afogado pois mergulhou no encantamento errado, da vaidade e não da contemplação. Lacan a importância da linguagem. A simbologia, '' olhos de ver... olhai e vigiai.''
    A escrita se configura num seguimento idealizado de relação, quem nao tem ou quer um companheiro (a) , é frustrado, psicótico, frigido ( rsrs) ‘esterilco’ ( histérico + estéril) , só faltou dizer humanóide, anormal.
    Vc não citou a sublimação, ou assexualidade. Pode ser idealização ou não. Quem sabe da realidade própria não é o analisado ?
    Tem mulheres que tem medo de si mesmas, e se acorrentam em relações licitas ou ilícitas, enfadonhas ou unilaterais. Mas será o bendito ? rsrs Tenho muito carinho por um psiquiatra aqui de Ssa, e ele diz estando bem , de verdade , para ambas as partes que mal tem. Mas ele tem 56 anos de carreira. Eu sou tive 56 metros de carreira quando um cachorro me assustou.Corri. rsrsrs
    Lembra que conversamos sobre a ' Usurpadora ' rsrs Por isso perguntei a idade dela. Ela pode ser ‘phdtudo’, mas a vida ensina de verdade, o tempo dá sabedoria e os livros apenas servem para contar caminhos. Te digo pois duas coisas anteriores a mim e que eu nunca tive acesso para aprender por osmose : O Islã , não a parte da barbárie, mas a questão do equilíbrio. Pilares sociais e de conduta regrada. É que devido a questões históricas, ainda é algo bruto que reluta em ser dilapidado por receio de perder a originalidade. E outra é Lacan, não tive a menor dificuldade para entende-lo e dei mais ênfase ao meu estudo direcionado assim que acessei a pagina de Forbes. Gostei de alguns comentários dele e como ele cita e cita e cita Lacan ,num Merchandising psicanalítica. Rsrs Como eu teria essas duas essência não estranhas ao meu entendimento ?
    Deixa o charuto ser charuto. rsrs
    Um dos pontos que me sugiram como insight no seminário , que ainda não conversamos sobre, foi isso mesmo. O instinto da maternidade Xo instituo da caça e pesca. Começou desencontrado, acho. Cada relação tem seus códigos,acordos, pactos tácitos. Uns para o combate simbiose e adoecido, outros o companheiros que
    extingue o desejo ao ponto de tornar uma união, fraternidade.

    Bem,depois te escrevo mais . Vou shopping comprar coisinhas novas para enfeita a minha casa. ADORO ! rsrs bjs

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  2. Sua fala é bem ampla e abrangente.

    O que mais me chamou a atenção foi que não citei a sublimação. Corretíssima. Queria não tornar o texto longo e técnico demais.

    Escrever é como fazer uma colcha de retalhos, cada pedaço de uma fala - simbólica - tenta abranger todo o aspecto do Real, da coisa em si, que é sempre indescritível. Aí ficam furos no Real, não preenchidos pelo simbólico, pois a palavra é sempre incompleta e o real não cessa de não se escrever.

    Vivemos na dimensão Real e o simbólico nunca descreverá por completo esse Real. Escrever é isso: realizar o trauma do simbólico ao sobrepô-lo no Real. E falar de mente humana é sempre uma covardia com a palavrea, coitada dela....

    Issaê, discípula lacaniana. Uma resposta Lacaniana pra você. Blz?

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  3. Lizbela diz: Perdoem-me os erros de digitação. rsrs

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  4. Namoro a quase 3 anos, e sinto um vazio enorme dentro de mim, sabe aquele conselho de amar a quem te ama? Pois é, resolvi seguir, aceitei namorar com um príncipe encantado, sempre faz tudo pra me fazer, e é realmente um namorado lindo e especial, mas já se passaram 3 anos e eu não consigo amá-lo, e o pior é que nem atração eu sinto. Me sinto muito culpada por não amá-lo como ele me ama, e de estar "prendendo" ele, a final ele poderia encontrar alguém que o ame. Já terminei com ele uma vez, mas ele não me deixa partir, tenta de todos os jeitos me conquistar. Eu realmente tento amá-lo, mas a maior prova que não o amo, é que como somos de outra cidade e nos mudamos por causa do trabalho (não trabalhamos na mesma empresa, só nos mudamos pra mesma cidade), nas férias eu fico na casa dos meus pais, e não sinto a mínima vontade de sair da minha casa pra ir ve-lo, sempre dou desculpas pra ele não vir pra cá, vai fazer 1 mês que não nos vemos, todo dia ele me liga manda mensagens, perguntar quando vamos nos ver, diz que está com saudades, e eu não sinto o mesmo, não sinto nenhum pouco de saudades, e isso me deixa extremamente triste... Porque não consigo amar alguém tão especial, que me ama tanto?

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  5. Bom, esta é a natureza de nosso desejo: foge do que queremos. O desejo é o motor da paixão e está por vezes localizado em quem não queremos. Querer e desejar podem estar separados e ser diferentes. É a natureza humana, uma normalidade. Alguns encontram o desejo e o querer sobre a mesma pessoa, chamam isso de felicidade, porque há completude.
    Amor e paixão nada têm a ver com o outro, mas conosco mesmo, com nosso espaço psíquico a ser preenchido. Quando alguém vem e o preenche, há paixão, felicidade, gozo, arrebatamento, êxtase. O outro pode ser dedicado, carinhoso, amável, mas não ser da forma desse espaço interno que precisa ser preenchido.
    A paixão é também esse sentimento que nos arrebata por quem não podemos e o que surge pela pessoa errada. Talvez por isso somos fascinados pela paixão: ela é indomesticável! Avassaladora, ela nos desrespeita quando nos invade e assim nos subjulga.
    Paixão... sem nenhuma relação com rédeas.
    ;)

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    1. E qual seria a solução para isto? Com o tempo podemos gostar se a pessoa mudar algo ou nós? O que eu poderia fazer? O que ele poderia fazer? É possível?

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    2. A maior angústia do humano é não suportar a ausência de respostas, a imprevisibilidade, a falta de garantia. Por isso livros de autoajuda vendem muito, porque eles vendem o previsível, a resposta segura. Em se tratando de amor, paixão e de relacionamentos, tudo é um risco e quando procuramos respostas garantidas, isso evidencia que não estamos dispostos a pagar o preço daquilo que é essencialmente risco e que não suporta garantia. Pois quem me garantirá do outro? A imaturidade do humano está em intolerar as incertezas da vida e, assim, saímos a procurar respostas para chorar menos, se angustiar menos, pagar menos o preço daquilo que se deve pagar de qualquer forma...

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    3. Oi Dr Marcelo,adorei sua resposta,pagar o preço que teremos de pagar de que maneira, pois sabe de uma coisa? prefiro pagar o preço,digo que sou viciada em paixão,más qdo acaba não quero mais..paguei caro algumas senão muitas vezes,e estou sozinha há quase dois anos sem naaaada...uff! Mas pq decidi dar um tempo para mim. Foi mto bom mas me senti carente e me apaixonei pelo primeiro cafajeste que conheci essa semana... Pior é comprometido... Tenho ilusões de encontrar alguém que me complemente mas tbm não tenho paciência para amar eu acho...mesmo assim qdo me apaixono idealizo como se fosse durar para sempre.. Vai entender! Acho que sou um caso pra estudo kkkk abraços

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  6. A meu ver a solidão é uma palavra abrangente.Há pessoas que esperam um grande amor ou aquelas que não esperam,porque acham que não vai acontecer.Há célebres frases sobre o amor.Mas cada um tem uma visão.O fato de ter alguém do lado ou não,não corresponde a felicidade de cada um.Infelizmente,há uma"cobrança" de amigos,família,enfim a sociedade quando alguém está sozinho.Realmente,há muito o que refletir sobre o comportamento amoroso.As mudanças sociais fazem que a pessoa se afaste mais do seu eu e passa a se ocupar mais no trabalho diário.A competitividade,o mundo acelerado,também contribui para que as pessoas se isolem,sendo indidualistas,onde não se tem tempo para cada uma delas.E como cobrar do outro,se não estamos nem sendo e contribuindo para a nossa melhora a cada dia?Afinal...o ser humano tenta e espera alguém que o complete muitas vezes.Como se ninguém vivesse sem alguém....a falta do amor verdadeiro...onde estarás?

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  7. Parabéns pelo artigo. Essa abordagem que é também histórica e contextual fez bastante sentido para mim. Eu também me sinto solitária mas não é sempre. Eu, como um sem-número de mulheres sou independente, tenho uma vida social satisfatória, me dedico ao trabalho, mas simplesmente não consigo estabelecer um relacionamento duradouro com homens. No meu caso acho que realmente me casar ou mesmo manter um namoro não é o meu projeto de vida, embora me pareçam atraentes. O meu desejo é uma relação de compartilhamento, de cumplicidade e de satisfação mútua. Conheci homens inteligentes mas sem disposição para um relacionamento sério e como não me interesso por homens dependentes ou manipuladores e infelizmente isso me aparece frequentemente, reconheço poucas opções de qualidade (ainda mais solteiros).Eu penso que a mulher moderna quer um homem companheiro. Não quer ser submissa embora possa ceder sem problemas, mas precisa de espaço para ser ela mesma. No meu caso me parece que a minha solidão acaba sendo uma opção que tem a ver com o meu estilo de vida, por que eu priorizo minhas próprias metas, valorizo minha profissão e me dedico á rotina das coisas que entendo como valorosas. Sem encontrar um companheiro que compartilhe ou ao menos respeite esse meu mundo eu opto por estar bem comigo. Eu acredito no amor e penso que há homens interessantes no mundo sim. Mas seu artigo me fez refletir em me permitir experimentar mais de um modo talvez mais livre e sem complicações. Afinal não dá pra saber se uma coisa dá certo sem viver. E é um risco sempre, mas não se arriscar é outro. Enfim, grata pelas considerações. Ana

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  8. Apreciei muito o texto, meus parabéns.
    Tenho 35 anos, sou advogada e possuo também graduação em Letras, muitas pessoas dizem com convicção que sou bonita, gosto muito de informar-me sobre os mais variados assuntos, e sou bem humorada. Entretanto, desde que me conheço tenho dificuldades em encontrar um relacionamento, não consigo arrumar namorado.
    Fui ter meu primeiro contato com um homem apenas aos 21 anos, e foi com um homem que conheci pela internet, que não procurava um amor e sim um subterfúgio para os problemas de sua vida. Depois dele, meus relacionamentos não duraram mais do que 3 meses, e quase todos (apenas um) conheci pela internet. Creio que se não fosse o meio virtual eu nem teria me relacionado com ninguém até hoje.
    Os relacionamentos começam muito bem, parecem que existem afinidades, mas passados alguns dias, os rapazes começam a esfriar, a se afastarem, mesmo com toda a minha dedicação (confesso que "abro mão" de muita coisa apenas para agradar e não perder novamente a pessoa), eles acabam me deixando.
    Meu último namoro durou 48 dias e terminou em Outubro de 2011, depois disso conheci um rapaz pela internet, ele era da Marinha e estava em missão na Antartica, tive um mês maravilhoso: recebia torpedos carinhosos todos os dias, conversávamos via Skype, confidenciávamos problemas e alegrias, ele dizia que eu era importante e que ele sonhava estar comigo para sempre, entretanto quando voltou ao Brasil, logo começou a esfriar, a ser indiferente e distante comigo e sequer cogitou em nos encontrarmos pessoalmente. Fui suportando aquela mudança repentina de comportamento, até que um dia "abri o jogo" e disse que aquilo me incomodava demais. A resposta foi uma exclusão no Whatsapp dele e no celular, pura e simplesmente.
    Não entendo o que acontece, tampouco o que desejam os homens, já chorei e sofro muito por minha sina. Gostaria de verdade de encontrar alguém, mas a vida vem me mostrando que meus sonhos não se realizarão, não constituirei família, não posso pensar em filhos com minha idade avançada. Fico triste em ver que as pessoas que estudaram comigo já estão casadas, com filhos, prestes a se casar ou até separadas e casando-se novamente, enquanto eu não encontro ninguém. O que acontece de errado comigo?

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